Indústria do Aço: Congresso Aço Brasil debate medidas para reaquecer a economia

Por admin
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Dados do último levantamento do Instituto Aço Brasil mostram que o faturamento total do setor no Brasil foi de R$ 99,2 bilhões. Mesmo com um resultado abaixo do esperado para o primeiro semestre, há a previsão de melhoria no cenário.  “A primeira metade do ano foi muito ruim e tivemos que rever nossas expectativas para o setor. Mas, estamos otimistas com o segundo semestre”, diz o presidente executivo do instituto, Marco Polo de Mello Lopes.

Com o objetivo de debater os rumos do setor e a retomada do crescimento econômico do país, o instituto promoverá o “Congresso Aço Brasil 2019”, que reunirá produtores de aço, executivos da indústria de transformação, autoridades federais, especialistas brasileiros e estrangeiros, além de empresários. O evento ocorrerá nos dias 20 e 21 de agosto, em Brasília, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB).

Imagem de Instituto Aço Brasil | Tubos Oliveira

Responsáveis por 45% do Produto Interno Bruto (PIB), os setores que compõem a Coalizão Indústria sugerem ainda um conjunto de medidas para aquecer as cadeias produtivas, como a elevação percentual de ressarcimento tributário para exportação (Reintegra); a extensão do prazo de pagamento de impostos, como por exemplo, o FGTS; a flexibilização do crédito e a retomada imediata de 4700 obras paralisadas que dependem de processo burocrático.

Para Mello Lopes, tratam-se de medidas tangíveis. “São medidas factíveis e não tão complexas, portanto, podem ser adotadas antes de todas as reformas ocorrerem. Além disso, o setor produtivo responderá a esse gesto com mais geração de emprego, renda e prosperidade econômica”, conclui.

O Instituto prevê aumento de vendas internas de aço para 2019 em 2,5%, totalizando um volume de 19,4 milhões de toneladas. A produção de aço deve apresentar leve aumento de 0,4%, com 35,6 milhões de toneladas. Por sua vez, as exportações devem cair 7,3% este ano em comparação com 2018, devido às barreiras encontradas no mercado internacional. O consumo aparente de aço deve subir 2,1% em 2019.

Fonte: Correio Braziliense