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SIDERÚRGICAS ABREM RODADA DE REAJUSTE DE PREÇOS NO ANO

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Valor Econômico 20/03/2019

As quatro siderúrgicas que fabricam aços planos no país definiram seu primeiro aumento de preços do ano: as novas tabelas vão ser reajustes entre 8,5% e 15%. A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) vai sair na frente das concorrentes. Seus novos preços entram em vigor no dia 25 deste mês. Laminados a quente e a frio terão alta de 15%. Já os produtos revetidos (zincados, pré-pintados e galvalume) subirão 10%.


Os argumentos para o aumento são uma diferença negativa (prêmio) entre o produto importado e o local que ficou negativa em até 10%. Os preços do aço lá fora tiveram altas substanciais nos últimos meses e o câmbio no país manteve-ser acima de R$ 3,70.


A Usiminas vai reajustar, a partir de 1º de abril, a chapa grossa e os laminados a quente e a frio em 10%. O tipo galvanizado subirá 15%. Na mesma data, a Gerdau vai promover aumento de 10,5% para sua chapa grossa e 14,5% para o laminado a quente, de acordo com informações de clientes do setor da distribuição.
Por sua vez, a ArcelorMittal Tubarão, também no início de abril, aumentará seu produto galvanizado em 8,5%, a bobina a frio em 10% e o laminado a quente em 12,5%.


Outro fator que pesado no custo das siderúrgicas, e usado como justificativa para reajustes de preços, é a cotação do minério de ferro. Neste ano, até segunda-feira, a commodity industrial já teve aumento de 21%. Grande parte disso se deve à redução da oferta pela Vale no mercado internacional após o fechamento de minas por causa do desastre da barragem de Brumadinho, em 25 de janeiro.


O mercado de aço no país mantém-se com certo aquecimento neste início de ano. A distribuição de aços planos, um importante termômetro da demanda no mercado nacional, registrou aumento de 19,3% nas vendas, na comparação com fevereiro de 2018, segundo dados preliminares divulgados ontem Inda, entidade que reúne as distribuidoras.


Conforme o Inda, no mês passado foram comercializadas 309,8 mil toneladas. Perante janeiro desde ano, que também foi um mês morno, representou aumento de 16,8%. Um tanto estocadas, as distribuidoras pisaram o pé no freio das compras e reduziram seus pedidos: ante um ano atrás, compraram 7,1% a menos nas usinas, com 240 mil toneladas. Frente a janeiro passado, o decréscimo foi de 17,3%. Os estoques fecharam em fecharam em 893,3 mil toneladas, menos 7,3%.


As perspectivas do setor para março não são muito animadas. A posição dos associados do Inda são conservadoras: aponta queda de 5% no volume de vendas.
A importação de aços planos laminados no mês passado registrou crescimento de 54,8% sobre fevereiro de 2018, com 94,18 mil toneladas. No acumulado do ano, porém, a alta é de apenas 2,2%.

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